domingo, 26 de junho de 2016

Paris

Paris, ah Parissss.... kkk

Falando sério, eu estava meio preocupada com nossa estada em Paris, já que a cidade ainda estava sofrendo os efeitos das chuvas e da grande enchente do rio Sena nos dias anteriores.

Acabamos não tendo nenhum problema com isso, nenhum dos locais interditados ou das estações de metrô ou trem fechadas estavam no nosso roteiro. 


Chegamos de Londres pelo Eurostar e desembarcamos na Gare du Nord. Temos um local preferido para ficar em Paris, mas demoramos para reservar e já estava ocupado. Assim, tivemos que abrir o leque de opções de bairros para ficar. 


Acabamos escolhendo um apartamento no 19o arrondissement, que estava com um preço bom e ficava bem próximo do metrô Jaurès. Mas, quando chegamos ao apartamento e vimos a vista incrível, tivemos a certeza que tínhamos encontrado um novo local favorito para ficar. A anfitriã, Célia, nos mostrou tudo e nos deixou com café e chá para apreciarmos o local. Da janela da sala dava para ver tudo, a cúpula do Invalides, a torre Eiffel, a Sacre Coeur, tudo iluminado à noite. 




Lá embaixo, o Bassin de la Vilette, uma espécie de lago ou uma parte alargada do canal de St Martin, cheio de cafés e de gente passeando.




Já aproveitamos para fazer um passeio por lá, parando para tomar um café e comer umas guloseimas. Passamos para o outro lado por uma pontinha e vimos uma eclusa se encher para dar passagem para um pequeno barco. 




Depois de distribuir as acomodações e desfazer as malas, descemos para jantar, num restaurante próximo ao metrô. Pedimos escargot de entrada e vieram na concha. Dá um trabalho do cão pra comer assim e o maître tentou me mostrar como prender com as pinças e tal, mas ele mesmo acabou achando mais fácil trazer palitos para comermos com a ajuda das mãos.

No dia seguinte fomos visitar o Pantheon e, de lá, fomos para Montmartre. Paramos para tomar um café e comer tortas no Le Coquelicot. Tortas de maçã, mirtilo, chocolate e pera, tudo de bom! Subimos até a Place du Tertre e meu cunhado resolveu fazer uma caricatura que ficou muito boa. Nessa praça há muitos restaurantes e artistas que fazem retratos ou caricaturas dos turistas. 



Demos uma volta por lá, compramos umas besteiras, chegamos na igreja de Sacre Coeur bem na hora da missa, muito bonita, em francês. Fomos até o vinhedo de Montmartre, tiramos muitas fotos de casas lindas, cobertas de vegetação. Voltamos para o apartamento e passamos no supermercado. Já compramos muitas frutas, morangos lindos, mirtilos, ameixas (nêsperas), pêssegos.



No dia seguinte exploramos os jardins do próprio prédio, lindos e muito bem cuidados. O zelador estava com seu cão, enorme e bonachão. Dali fomos ao Chateau de Vincennes e, só pra variar, fomos procurar a entrada do lado errado (em nossa defesa, a entrada era em outro lugar no ano passado, quando eu e meu marido estivemos lá). Resultado, demos a volta completa no Chateau e achamos a entrada a poucos metros de onde saímos. Visitamos a Capela e o Dojon do Rei, mas a sala com realidade aumentada não estava funcionando. Perguntamos por lá e nos informaram que estava na hora do almoço do responsável. Perguntamos mais um pouco e descobrimos que poderíamos sair para almoçar e voltar depois para visitar a sala. 




Voltamos ao mesmo restaurante do ano passado, o Le Saint Louis. Pena que o lindo cachorro preto não estava desta vez, o dono nos disse que só o leva quando prevê que o movimento vai ser tranquilo. 


Comida muito boa, consegui entender o garçon/dono quando ele disse quais eram as opções de molho e acompanhamento e almocei muito bem, um hamburguinho (steak hachis) com molho de echalotes (cebolas).

Voltamos para o Chateau, visitamos a sala de realidade aumentada, conversamos um pouco com o responsável (que falava meio em inglês, meio em francês, difícil de acompanhar) e fomos embora de lá para a Opéra. 




A Opéra também era um dos locais que eu e meu marido tínhamos visto e queríamos que os outros conhecessem. Tudo muito lindo e luxuoso e ainda ganhamos uma apresentação do "REM" na praça lá embaixo, vista do grande balcão aberto da Opéra.



Saindo de lá passamos na Galeria Lafayette, só pra olhar e tirar fotos. Voltamos para o apartamento e resolvemos aproveitar o clima gostoso para jantar na varanda. O apartamento tinha uma grande varanda, com uma mesa para quatro pessoas, uma delícia. Eu lembrava que tinha visto um lugar que vendia frango assado ali perto e fomos procurar. Compramos arroz basmati e salada verde já lavada no mercado e um belo frango "fermier" assado na brasa (segundo o atendente, lá é o único lugar que assa o frango na brasa em Paris). Uma bela baguete, alguns tomates, cerveja para alguns e vinho para outros e pronto, um belo jantar com a luz do dia ainda. 



Naquela noite, uma surpresa: recebi um email da SNCF, a companhia de trens da França, informando que nosso trem de Nîmes a Barcelona tinha sido cancelado por causa da greve dos ferroviários. Nossa viagem de Paris a Barcelona teria uma escala em Nîmes onde trocaríamos de trem. Não lembro bem porque escolhemos esse caminho, mas deve ter sido uma combinação de preço e horários. Agora estávamos com um problema: não dava mais para cancelar o hotel de Barcelona, já pagaríamos o valor integral. Havia a opção de pegar outro trem mais tarde de Nîmes a Barcelona, mas quem garantia que a greve não afetaria esse outro trem também? 



No dia seguinte resolvemos ir até a Gare du Nord e conversar ao vivo com alguém da SNCF. A moça que nos atendeu, Danielle, foi super profissional, mas acabou se rendendo e rindo conosco, depois que resolvemos os problemas (onde vocês estão hospedados? perto da estação "Jorê". Hein? Ah da estação "Joréssss" rsss). Com a ajuda dela conseguimos reembolsar integralmente o trem cancelado e o de volta de Barcelona a Nîmes e ainda alugar um carro para ir de Nîmes a Barcelona e de lá para a Provence. Acabamos perdendo a manhã toda na Gare, mas valeu a pena resolver ao vivo.



Então fomos almoçar no nosso local favorito, o restaurante Le Baribal. Combinamos de nos encontrar com um amigo e foi muito bom. Comemos bem, eu um belo haddock com molho de limão, conversamos muito e de lá fomos até o Trocadero, para dar uma olhada de perto na Torre Eiffel. Lá vimos a cheia do rio Sena, ainda acima do nível normal, cobrindo as áreas de passeio ao lado do rio. 



Voltamos para o apartamento e depois fomos passear na beira do Bassin de la Vilette. O dia estava muito agradável, quase quente, e havia muita gente fazendo piqueniques na margem do lago. Um vinho rosé ou cervejas, um sanduíche de presunto ou um pacote de pistache ou batata frita e pronto.



Passamos por grupos que estavam só conversando e outros onde tinha alguém tocando violão e cantando. Fomos andando bastante e, lá na frente, atravessamos o lago e voltamos do outro lado. Ainda paramos para um aperitivo em um barco/bistrô ancorado no lago.



No dia seguinte, saímos cedo para a viagem de trem até Nîmes e de lá de carro até Barcelona.

Mais uma viagem, começando por Londres

Já estivemos em Londres antes em um bate-e-volta a partir de Paris. Naquela vez, ficamos umas 30 horas na cidade, chegando ao meio dia de um dia e indo embora às 18 hs do outro. Só nesse tempinho conseguimos ir a um pub, experimentar fish and chips com cerveja Guiness, conhecer o Palácio de Buckingham, o British Museum, o Green Park, o Hyde Park, zanzar pelas ruas do bairro próximo à estação de St Pancras, enfim, muita coisa!

Desta vez resolvemos incluir Londres na nossa passagem. Fizemos uma conexão em Paris e descemos em Heathrow. Como já tínhamos feito uma pesquisa, já sabíamos como adquirir o passe Oyster e chegar na cidade de metrô mesmo, o meio mais barato. Foi engraçado que estávamos perto da máquina que vende os passes, confabulando sobre qual deveríamos comprar e o funcionário do metrô, que estava ali para orientar os turistas, nos chamou. Pera que a gente não decidiu qual comprar! Vem que eu ajudo vocês a decidir! Fomos e ele nos deu todas as informações sobre o que e como comprar e até que podíamos reembolsar o valor do cartão (5 libras) e o que não usássemos dos passes (no final, reembolsamos quase 10 libras cada um).


O valor também foi o principal motivo para escolhermos o easyHotel. Esse hotel é super simples, do mesmo jeito que as companhias aéreas low cost, tudo o que você quiser a mais é cobrado à parte. O banheiro é minúsculo, mas a cama é boa, tem aquecimento ou ar condicionado, tudo o que é necessário para o descanso após um dia batendo perna por aí. A televisão e o wifi são cobrados à parte e não adquirimos. Acessamos a internet em algum wifi de café ou restaurante e pronto. O quarto com a cama de casal é mais confortável que o quarto com duas camas de solteiro.

Ficamos na região de Earl's Court, uma grata surpresa. O hotel é próximo da estação de metrô (mas a gente saiu do lado errado na primeira vez e demorou um pouco para achá-lo) e, na Earl's Court Road tinha tudo o que precisávamos: vários locais bons para tomar café da manhã, vários pubs legais, supermercados, lojas de utilidades, etc.


Logo no primeiro dia fomos a um pub, o Earl's Court Tavern, encontrado no TripAdvisor. Três de nós pediram o "Ultimate Fish'n'Chips" e o outro uma perna de carneiro. O peixe estava ótimo mesmo, enorme, do tamanho da minha fome naquele dia. Boa música ambiente, atendimento, boa cerveja e cidra, enfim, tudo ótimo.


No outro dia fomos procurar um local para tomar café da manhã. Escolhemos um que não faz parte de uma cadeia (tipo Starbucks, Costa Coffee, Pret-a-Manger, todos existentes na mesma rua também), o Gusto Café Deli. O atendimento foi ótimo e a comida também, com várias opções para um abastecimento reforçado. Acabamos conversando bastante com o atendente, um dia em que fomos buscar uma sopa à tardezinha. Ele nos contou que é de Bangladesh e que lá todo mundo adora o Brasil. Mostrou fotos de um grande grupo na rua usando a camisa da seleção brasileira.


Bem abastecidos e agasalhados do frio, começamos a caminhar, achando graça dos motoristas dirigindo do lado "errado". Na verdade, pegamos o metrô, já usando o passe Oyster e descemos na estação Hyde Park Corner. Lá já vimos uma tropa de cavaleiros uniformizados entrando no Hyde Park. Fomos caminhando pela Picadilly, beirando o Green Park e escolhemos o Ritz Hotel para nossa próxima estadia em Londres :) 


Fomos até o Palácio de Buckingham e vimos os guardas paradinhos naquele frio (para nós, acho que estava uns 12 graus, até calorzinho pra eles).  
Fomos até o Big Ben, vimos a Catedral de Westminster, fomos andando, andando, até que caímos em uma feira de comida de rua. Olhamos tudo, mas acabamos comendo em uma lanchonete na mesma rua. Muita batata frita em todos os pratos. Voltando para os lados do hotel fomos até o estádio do Chelsea, mas a visita tinha acabado há pouco tempo. Nos contentamos em olhar a loja e xeretar por ali. Nesse dia a Inglaterra enfrentou Portugal pela Euro 2016 e fomos ao "nosso" pub para assistir o jogo, junto com muitos moradores locais. Foi engraçado, tomamos algumas cervejas, inclusive a London Glory e comemos os pratos para compartilhar ("sharing plates").



No dia seguinte, voltamos ao Gusto Café e experimentamos outros pratos, inclusive umas panquequinhas com frutas, deliciosas. Dali fomos direto para a estação Victoria, onde compramos o Travelcard Pass para aproveitarmos a oferta 2for1 de ingressos de atrações (vimos isso no site www.londresparaprincipiantes.com). Utilizamos esse passe e fomos para a London Eye, onde adquirimos os ingressos na base do compre 2, pague 1. O lugar onde a London Eye está já é muito bacana e o passeio oferece uma ótima vista da cidade. Tenho medo de altura, mas achei que ali não dá pra ter muito medo não.


Em seguida fomos à Tower Bridge, que também fazia parte da promoção. Compramos os ingressos normalmente, utilizando os vouchers e fizemos a visita. A ponte é muito interessante, mas o ponto alto da visita é o piso de vidro em uma área elevada da torre. Mais um desafio para quem tem medo de altura... 




Engraçado foi ver as crianças deitadas de barriga pra baixo no vidro, olhando a rua e o rio lá embaixo, como se estivessem flutuando e alguns adultos se esgueirando pelas beiradas, com medo de pisar no vidro. Eu consegui passar por ali e até tirei uma foto bacana, usando o espelho do teto para um efeito especial.


Tentamos visitar o estádio do Arsenal, mas corremos muito e acabamos chegando minutos após a saída da última visita. Fiquei bem chateada, mas passeamos pelos arredores e tiramos muitas fotos por ali. Voltamos para o hotel e eu e meu marido fomos dar uma voltinha por ali para conhecer o bairro. Muito verde e construções simpáticas.


No dia seguinte já fomos embora de Londres, através do Eurostar, rumo a Paris.



sexta-feira, 17 de julho de 2015

Chapéus em crochê

Usei os gráficos e dicas daqui: http://asreceitasdecroche.blogspot.com.br/2012/04/chapeu-de-menina.html#








domingo, 3 de maio de 2015

França

A França é conhecida pela riqueza de sua história, vinhos, monumentos e natureza e também pelo mau humor de seus habitantes. Desde a primeira vez que estivemos lá, não conseguimos entender bem o porquê dessa fama de mau humor, já que em 99% das vezes somos bem ou muito bem atendidos. Está certo que hoje arranhamos um pouco de francês mas, mesmo quando só sabíamos "bonjour" já tivemos uma boa recepção. Quando não dá para explicar o que queremos em francês, partimos para o inglês, mas aí a porta já está aberta. E quando dizemos que somos brasileiros, parece que a simpatia só aumenta.

Desde a primeira viagem, pessoas pararam para perguntar se precisávamos de ajuda, nos levaram para ver o ponto principal do lugar turístico, correram atrás da gente quando viram que entendemos o caminho errado.

Mas, se esta viagem mais recente teve uma característica, foi a de sermos ainda mais bem recebidos, com atendentes fazendo muito mais que sua obrigação e com pessoas na rua sendo solícitas e gentis a ponto de ficarmos surpresos.

Em Strasbourg, por exemplo, a recepcionista do hotel nos orientou qual a melhor maneira a usar um desconto e o gerente de um restaurante na Petite France deixou seu trabalho, saiu para a rua e nos levou ao melhor caminho de volta para o hotel.


Na nossa aventura de bicicleta a Riquewihr, desde a saída de Colmar, perguntamos o caminho a dezenas de pessoas e todas nos ajudaram, sempre com um sorriso. O máximo foi um funcionário de uma empresa que, achando que o caminho era meio complicado, voltou para seu carro, pegou papel e caneta e nos desenhou um mapa, que foi o que nos levou ao lugar certo sem dúvidas. No caminho de volta a Colmar, parados em um dos muitos cruzamentos do caminho, olhando para o mapa, fomos ajudados por dois senhores que estavam treinando com suas bicicletas profissionais e pararam sem a gente pedir para nos mostrar o caminho.


Em Bordeaux, quando quisemos ir de tram para a estação de trem, um rapaz nos indicou onde e como comprar os bilhetes e ainda se certificou que entrávamos no tram para a direção certa. Tínhamos que fazer baldeação nos trams mas, quando paramos no ponto da baldeação, resolvemos dar uma volta para conhecer as ruas medievais em volta. Estávamos tirando muitas fotos e olhando para o mapa e um senhor de idade parou para perguntar o que estávamos procurando, se ele poderia nos ajudar.


Agradecemos e explicamos que estávamos apenas apreciando. Minutos depois, outro senhor nos ofereceu ajuda também.



Em Saint-Emilion, o máximo da gentileza. As pessoas reduziam a velocidade ou mesmo paravam seus carros para que pudéssemos tirar as melhores fotos! Quando aconteceu a primeira vez, achamos que era só coincidência, mas aconteceu muitas vezes. Até tomamos mais cuidado para preparar as fotos.


Em Paris, resolvemos fazer o cartão Navigo, para não ter que ficar comprando bilhetes de metrô toda hora e ter que tomar cuidado em guardar o bilhete durante todo o trajeto. Se a fiscalização te pega no metrô sem o bilhete é multa na certa e muitos turistas caem nessa. Vimos uns britânicos dizendo que tinham jogado o bilhete no lixo. Enfim, fomos perguntar como fazer o tal Navigo. A funcionária nos disse que era simples, mas que precisaríamos colocar uma foto no cartão ou estaríamos também sujeitos a multa. Então decidimos primeiro providenciar a foto e perguntamos onde poderíamos fazer isso. Ela nos sugeriu tirar uma xerox do passaporte e recortar. Logo retornamos com as cópias e era a mesma funcionária que estava lá. Eu pensei que ela ia mandar a gente se virar para cortar e colar as fotos depois, mas, sem a gente pedir, ela sacou uma tesoura e, além de recortar e colar as fotos, picou em pedaços mínimos o restante da cópia do passaporte, jogou em uma lixeira cheia de lixo e sacudiu para misturar bem, dizendo que assim não teria perigo de alguém pegar nossos dados para alguma coisa. Entre mímicas, risadas, histórias de que tinha sido cabeleireira por 20 anos e tinha experiência com tesouras, ainda afirmou que não importa se somos franceses ou brasileiros, o que importa é que somos todos humanos.


Em Paris também, encontramos o caminho para o Museu Marmottan graças à ajuda de um rapaz que passeava com sua filha. Detalhe: eu perguntei o caminho, mas não para ele, mas para uma outra moça com um carrinho de bebê, que nos disse que não conhecia o local. Ele ouviu e nos guiou até próximo ao museu.


Ainda em Paris, os funcionários do mercadinho e do restaurante próximos ao apartamento onde ficamos pela segunda vez, nos reconheceram e trataram como velhos conhecidos, com sorrisões que não caracterizam alguém de mau humor... Para fechar a viagem, na chegada ao aeroporto, estávamos inseguros com a maneira como tínhamos embalado alguns produtos e a funcionária da Air France foi lá dentro buscar plásticos e fita adesiva para melhorarmos a embalagem. A gentileza dos comissários de bordo, começando pela chefe de cabine, nem é preciso comentar, tornou a viagem de volta muito mais agradável.


Isso só para falar em quem nos ajudou... Muita gente queria só conversar com brasileiros, como o funcionário de uma loja, que se esqueceu de nos vender os produtos e ficou falando de Ronaldinho, futebol, calor, etc, a dona da loja que alugava bicicletas em Colmar, que queria nos contar tudo sobre a região, embora o meu francês não acompanhasse a velocidade da fala dela, os músicos na praça de Colmar que tocaram Tom Jobim quando souberam que éramos brasileiros...


Mas, uma coisa é certa, um bonjour acompanhado de um sorriso faz milagres. Entramos em uma loja em Montmartre e eu vi o gerente e o funcionário com cara de poucos amigos. Não me intimidei, olhei bem para eles e falei bonjour bem alto e claro. Foi incrível ver os sorrisos aparecerem imediatamente e o atendimento gentil começar.

Paris

Deixamos Paris por último, vindo de Bordeaux pra cá de trem. Compramos as passagens com bastante antecedência para aproveitar as ofertas. Desta vez, o nosso desafio era visitar lugares que não conhecíamos, portanto, nada de visitar o Louvre ou Museu d'Orsay, subir na Torre, ir à Notre Dame, etc.

Chegamos em Paris no sábado à tarde e a Alexia estava nos esperando com a chave do apto. Tudo certo, deixamos as malas e fomos até a Place du Tertre. Depois resolvemos pegar o metrô e passear um pouco. Muito cansados, voltamos, compramos uma pizza e um vinho e fim do dia.


No domingo, muita coisa estava fechada e o dia estava nublado. Resolvemos conhecer o Museu Carnavalet, o museu da história de Paris. Mas antes, fomos almoçar no nosso restaurante preferido, o Baribal, que fica em Montparnasse. A chuva nos pegou no meio do caminho. O guarda-chuva quebrou, a capa de chuva não aguentou, enfim, aconteceu de tudo, mas chegamos ao restaurante. Como sempre, o atendimento foi caloroso e a comida estava ótima. Um bom vinho e esquecemos da vida lá. Saímos de lá e, desta vez, de metrô, fomos ao Museu.


Foi meio difícil de encontrar, mas chegamos lá. Uma fila enorme para ver a exposição sobre Napoleão Bonaparte em Paris, mas o guarda nos perguntou se queríamos visitar o acervo e, como não tinha fila, foi para lá que fomos. O acervo é bem interessante, com vários "letreiros" de época, de restaurantes, chaveiros, farmacêuticos e muitas obras representativas da história de Paris, além de diversos cômodos com o trabalho de madeira (boiserie) de diferentes edifícios da cidade que foram demolidos. Os jardins também são lindos, mas, como estava chovendo, não deu para visitá-los.


No outro dia, segunda, fomos visitar a exposição do Velasquez no Grand Palais. O Grand Palais é um lugar que já conhecíamos, mas esperávamos poder ver o grande teto de vidro desta vez. Infelizmente, esse teto só fica visível quando há exposição na entrada principal e não era o caso. Mas a exposição do Velasquez estava bombando. Muita fila, previsão de duas horas de espera, vento gelado, não tínhamos comprado o bilhete com antecedência, mas resolvemos esperar. O Wifi do museu estava disponível no lado de fora e os 45 minutos que esperamos, na realidade, não demoraram muito para passar. Lá dentro, clima de exposição em São Paulo, muita gente, tínhamos que pedir licença para ver as obras, mas isso também reflete a importância de se juntar tantas obras do autor na mesma exposição.


Na terça, fomos conhecer o Museu Marmottan Monet. Fomos de metrô, é bem fácil chegar. Esse museu tem uma história bacana porque ele foi formado a partir da coleção de Jules Marmottan. O museu é lindo e a coleção maravilhosa. Muitas obras de Monet, claro, mas também de Berthe Morisot (uma sala inteira e mais um pouco, com pinturas a óleo, aquarelas, desenhos) e de outros pintores impressionistas, como Caillebotte, Sisley, etc. Infelizmente, no museu as fotos são proibidas.

Antes de chegar ao museu, passamos por um jardim lindo, chamado Jardin Ranelagh.


Depois de sair do museu, resolvemos ir até o Bois de Bologne, que era bem pertinho. Seguimos pela entrada mais próxima e não parávamos de tirar fotos, pois uma paisagem era mais linda que a outra.



Acabamos almoçando por lá mesmo. No quiosque onde almoçamos havia também um casal e um homem com oito cachorros! Os cachorros mais velhos cuidavam para que os mais novos não se afastassem, muito educados.


Saímos de lá e andamos a pé pelas imediações do Trocadero, um bairro de alta classe, com lindas residências. Chegamos aos jardins do Trocadero e nos demos conta que era a primeira vez que víamos a torre daquele ângulo.



Muitas fotos depois, seguimos para pegar o RER próximo à torre para ir à Bibliothèque Nationale, onde havia uma exposição sobre Edith Piaf. Nosso maior interesse era conhecer a biblioteca, que era muito, mas muito maior do que eu imaginava, com muitas salas de estudos, todas lotadas na hora que chegamos.



Entramos na exposição e foi uma viagem musical, com o audioguia nos guiando mesmo pela vida e obra de Edith Piaf. Terminada a exposição, ainda pegamos o Café des Globes aberto por um triz e tomamos um lanche. Ao lado do Café havia uma exposição com dois globos enormes, que eu achei que eram cópias, mas eram originais, feitos no século XVIII e restaurados. Não era permitido tirar fotos, mas a exposição é impactante. Um globo representa a terra e outro representa o céu.

Na quarta fomos conhecer o Chateau de Vincennes.



Muito fácil de chegar lá de metrô também, a saída da estação é direto no Chateau. Estávamos embasbacados com o tamanho do monumento e procurando a entrada quando chegaram dois senhores americanos que também estavam procurando a entrada. Acabamos encontrando com eles diversas vezes durante a visita. Um deles era mais falante e muito divertido. Ele nos contou que eles têm milhas e viajam muito, já foram para Istambul, Austrália, Veneza, China, Coréia do Sul, Rio de Janeiro, Paris, Paris, Paris, Paris, Paris, kkkkk.


 


Visitamos tudo o que estava aberto à visitação, pois uma parte estava fechada para reformas. Basicamente foi a capela e o donjon, mas só isso já valeu muito a pena. Em uma das salas do donjon, uma moça nos chamou para experimentar o projeto de realidade aumentada, que recria toda a decoração das salas, de acordo com o que era quando o Chateau era utilizado pelo rei. É incrível, com um tablet na mão, você aponta para a lareira e ela está fumegando, aponta para o teto e ele está com toda a decoração original, as paredes revestidas de madeira, os móveis e objetos de época. Sem o tablete, é apenas uma sala de pedra, sem móveis, decorações ou objetos.


Perguntamos se havia projeto para fazer isso para todas as salas e ela nos respondeu que o custo é muito alto, porque, além de tecnologia, envolve pesquisa histórica, arqueologia, etc.

Na quinta, 30/04/2015, último dia da viagem, amanheceu chovendo. Aproveitamos a manhã para arrumar as malas, o que exigiu muito trabalho, para fazer caber tudo. Então resolvemos ir almoçar no  Baribal de novo, que fica muito perto de uma estação de metrô, a Volontaires. De lá resolvemos ir para um museu que ainda não conhecíamos e escolhemos a Pinacothèque, por causa da exposição do Klimt. Chegando lá, a fila para comprar ingressos era na chuva mesmo, mas não demorou muito. O local é pequeno, mas a exposição era muito abrangente e bem feita, infelizmente as fotos eram proibidas. As estrelas da mostra eram as pinturas Judith e Salomé e a frisa Beethoven, uma enorme série de murais feitas para um teatro.


Saímos de lá e ficamos zanzando pelas lojas da região da Opera até cansar. Terminamos a noite no apartamento mesmo, com um vinho e uma pizza da pizzaria do indiano, da qual já ficamos fregueses.

A viagem de volta foi tranquila. Houve um atraso de uma hora para sair de Paris, aparentemente por conta das condições meteorológicas. Quando chegamos a São Paulo não havia finger disponível e tivemos que esperar as escadas e os ônibus chegarem. Mais uma boa meia hora esperando, mas nada que afetasse nosso bom humor e felicidade de estar de volta.